I harboured Beautiful intentions for you

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Arrumando as malas

Esses livros vão. Essas fotos vão pra caixa do esquecimento. Esse cartão é bonitinho, mas não tem por que levar. E assim vou organizando minhas coisas, o que representa a minha existência nesse buraco escuro.
Dizem que quando a gente parte, nada leva. Mas nessa partida eu vou levar. O mínimo possível, mas vou.
Aos poucos, vejo meus vinte e poucos anos esquartejados, encaixotados. Um processo agridoce, uma mistura de sensações e emoções.

Mas e as pessoas? Não dá pra levar em caixas...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Depois da queda


Pensando bem, aquela festa caríssima foi uma boa. Deu pra mascarar um pouco o éstado terminal em que ele já se encontrava. Apesar de tudo, valeu a pena.

sábado, 8 de agosto de 2009

carta a alguém desesperançoso

Querido Peter,

Entendo que as coisas podem ser muito difíceis muitas vezes, para não dizer sempre. E sei que isto pode acontecer a qualquer um de nós. Afinal, todos podemos ter um mau dia.
Alguém me disse uma vez que crise é o momento em que as verdades são encaradas de frente. E o grande problema é não ter a atitude que se exige para enfrentá-las. Nós, habitantes do mundo sujo dos adultos, temos apenas a nós mesmos (na verdade, a si próprio) para sair das emboscadas que nós mesmos criamos para nós. É sempre mais fácil (e imaturo) pôr a culpa dos outros nas coisas cuja responsabilidade é nossa.
Li recentemente uma biografia não autorizada de Michael Jackson (independentemente de estar na moda... dane-se! Não devo satisfações). seu autor, J. Randy Taraborrelli, defende que grande parte dos problemas que detonaram a vida pessoal e profissional do astro não foram causados pela "infância perdida", mas por ter a maturidade de deixá-la passar e assumir seus problemas como seus de fato. Tudo era sempre por causa de outrem. "Eles" sempre faziam algo contra Michael.
A morte (por muitos duvidada) de Michael mexeu muito comigo. Como fã (de longe), fiquei muito abalado. E depois de ler esse livro, muitas lições puderam ser tiradas. Coisas de ordem profissional e pessoal.
Claro que comparar nossas vidas com a de um superstar megalomaníaco é... possível. Afinal, ele era (ou ainda é, dizem) humano também. E como nós, pessoas comuns, também tinha vontades, sonhos e medos.
Ele sempre se queixava de que inventavam absurdos sobre sua vida. Mas ele, por outro lado, insistia em não fazer nada para ter um comportamento socialmente aceitável.
Alterando alguns tons e reduzindo as proporções dessa imagem, podemos trazer essa problematização para nossa realidade. Eu sou sujeito da minha história. Se estou gordo, eu comi o suficiente para isso; se estou num trabalho ruim, ninguém me obriga a estar ali. E se quero ser feliz, só eu posso fazê-lo. Há muitas coisas externas que podem influenciar. Mas influência é como uma visita: só entra se você o deixa entrar.
Sei que é muito difícil impedir a visita da mãe ao seu apartamento. É quase impossível dizer "mãe, não quero que você entre hoje". Mas ás vezes é necessário. E acredite que pode ser menos doloroso do que realmente é.
Você pode contrargumentar que cada um sabe onde o seu calo aperta. Não vou discutir sobre o assunto. A única coisa que defendo até o fim é a ideia de que você precisa tomar as rédeas da sua vida. Tomar uma atitude, algo que venha a trazer de fato aquilo que você quer. Entre o desejo e a realização há um caminho longo, que passa pela perseverança, determinação e disciplina. Se você esquece sempre do que tem que ser feito, ou deixa de fazê-lo por outra tarefa, seu resultado não será a conquista.
Reclamar da pobre vida que cada um leva não nos leva a lugar nenhum. Use essa energia a seu favor. Saia de Neverland! Cresça. Seja um adulto. Você terá algumas (muitas, na verdade) decepções, mas é fantástico o sabor da liberdade de ser exatamente o que se quer, fazer as escolhas por você mesmo. Dê-se o direito de disfrutar de um momento feliz ou de aprender com um momento ruim, como esse que você passa agora.
Isso vai passar. E então? Como vai ser depois? Não vou te deixar. Mas preciso que você seja melhor com você mesmo.

No nosso momento mais sombrio
No meu pior desespero
Você ainda vai se importar?
Você estará lá?

Nas minhas provações
E minhas tribulações
Pelas minhas dúvidas
E frustrações

Na minha violência
Na minha turbulência
Pelo meu medo
E minhas confissões
Na minha angústia e minha dor
Pela minha alegria e minha culpa
Na promessa de um outro amanhã

Nunca deixarei você partir
Pois você está no meu coração para sempre.


("will you be there" - michael jackson)

Censura do D(r)OPS


Lamentamos informar aos nossos ouvintes que a novela "Altos e Baixos" foi retirada da nossa programação. Aguardem as novas atrações.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Altos e baixos - capítulo de estreia


Peter tem quarenta e seis anos. Formado em Filosofia – e só isso, ele divide um apartamento com a mãe e um puddle. Seu quarto é de um típico adolescente dos anos 80: ainda há na porta o pôster, já com as fitas adesivas amareladas nas pontas, do A-ha; as roupas sujas são recolhidas todos os dias por sua já cansada mãe; embaixo da cama há uma colônia de restos de comida e embalagens de guloseimas com validade ainda nos anos 90. No entanto, ele vive feliz. A pensão que o velho pai deixara garante o sustento de todos. O puddle, entretanto, parece ser o único consciente dos privilégios que o dinheiro lhe pode dar, já que usa roupinhas fofas e toda semana é levado para banho e tosa.

Josh é atendente de caixa de uma grande rede de fast food. Todos os dias, acorda ás seis da manhã para ir á faculdade de Administração (um dia ele quer ter seu próprio negócio). Saindo de lá, corre para o shopping Center onde tem todos os dias que deixar uma quantia do seu suor barato. Aquele emprego parecia promissor quando surgiu sob forma de estágio. Passados um ano e dois meses, ele esperava uma nova versão – revista e atualizada? – da Lei Áurea. Eram tantas as preocupações e estresses, que Josh já adquirira uma aparência cansada. Seus 20 anos eram vistos – não por ele, pois não tinha tempo para observar – por seus amigos como desperdiçados. Josh queria crescer. Queria amadurecer, assumir responsabilidades, ter sucesso profissional, viver bem. Queria ser grande.

No próximo capítulo, como se dará este encontro entre esses mundos tão diferentes? E como serão suas vidas após? Não perca! O próximo capítulo de “altos e baixos”, a nova novela radiophonica gravada em dolby surround.

Agora, mais um sucesso de audiência...



Com o patrocínio de lápis de olhos Duqueza, vem aí o mais novo sucesso de audiência.
"Altos e baixos", novela adaptada de um romance qualquer.
A primeira radionovela gravada em Dolby Surround e MP3.
No ar...(chiado) Censura número...(chiado)...

domingo, 26 de julho de 2009

Amigo-perigo?!

Muito já foi dito sobre amigos: que completam são necessários, são tudo que há... de perigoso, que podem levar alguém ao mau caminho...
Quando se trata de um relacionamento amoroso, a presença de amigos pode adquirir um tom ainda mais obscuro. Amigos – principalmente os solteiros – sempre parecem um tipo de ameaça aos casados/compromissados. O que levam casais a brigarem quando há a presença de amigos?

Há motivos vários. Mas há um que vale a pena questionar. É fato: encontrar amigos solteiros geralmente deixa o parceiro com saudade dos “velhos tempos”. E por que isso acontece? Imaturidade do cara? Sendo mais complacente, é aquela velha insatisfação do ser humano. Se está gordo, quer emagrecer, se tem cabelo liso, quer cacheá-lo, se está solteiro, quer casar. E o oposto também.

O que pode fazer a diferença é como lidar com esse sentimento de “saudade”. Aquele que está com os amigos deve lembrar-se de que o relacionamento no qual está inserido é algo bom (ou espera-se que seja). Já ao outro parceiro sabe respeitar os momentos de individualidade de ambos.

O problema é quando, mesmo estando tudo bem, o casado da turma resolve querer se comportar como se estivesse solteiro também. Aí é discussão com certeza!!
Reflexões profundas e receitas de bolo. Narrativas semióticas e sentimentais. A transmutação de sensações, angústias, risos e lágrimas que não se externam. Um musical silencioso e introspectivo. Gravado em tecnicolor.

Intenções tolas, mas sinceras.

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nelsinho
Parafraseando Elis (pero no mucho), “amo a música, acredito na melhoria do planeta, acredito que nem tudo está perdido, creio na bondade do ser humano e intuo que a loucura é fundamental”. Isso é só o que eu sei. Há muito mais coisas que dizem por aí e ainda não descobri.
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